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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Francesco Totti: la leggenda romana


La leggenda romana (a lenda romana). É este o nome pelo qual decidi designar este verdadeiro homem do futebol. Um da escola antiga, um dos que já começam a escassear.

Vinte épocas ao serviço de um clube é fantástico. Ainda para mais quando se trata do clube do local onde nascemos. Pois bem, foi Roma que viu nascer este prodígio deste jogo que tantos aficionados aglomera. Foram vinte épocas onde quis mostrar o seu valor e todo o seu esforço, culminou na Bota de Ouro que conquistou em 2006/2007 (focando apenas, aquela que foi a sua maior conquista a nível individual). Colectivamente, já venceu competições de renome, como por exemplo o Mundial de 2006 pela Selecção Italiana, sendo titular na final frente a selecção francesa, mas abandonando o campo aos 61 minutos para dar o seu lugar ao médio Daniele de Rossi, seu companheiro de equipa da capital). Internamente, apenas ganhou por uma vez o campeonato, número muito escasso para alguém com a qualidade deste jogador.

Na Serie A, já participou em 511 jogos, tendo fuzilado 219 vezes o guarda-redes adversário. O seu faro pelo golo é enorme, não descurando, de forma alguma, o jogo colectivo, conseguindo efectuar passes de "régua e esquadro" com frequência. Um mero detalhe para tudo aquilo que está envolto a este craque. A perplexidade com que observo cada movimento de Totti é inquantificável. É o encontro da subtileza de um cavalheiro com o voracidade de um animal em período de caça. 

Quando os adversários ainda se encontram no túnel de entrada para o relvado e observam o número 10 de Totti, que orgulhosamente enverga a braçadeira de capitão da Roma, sentem de imediato o prazer de jogar no mesmo relvado que esta lenda, mas também o receio dos estragos que este poderá causar na muralha que já estará com toda a certeza preparada para se defender d' Il Capitano.

O segredo está na objectividade. Esse é onde Totti é sublime. Seja com movimentos simples ou complexos, o italiano sabe sempre o que fazer com a bola. Desfere remates com uma potência incrível com a mesma qualidade com que executa o chamado "último passe". Sente-se bem a jogar atrás do avançado, mas não há problema se o colocarem como homem mais adiantado no terreno.

Grazie per tutto, capitano! Sarai per sempre nei nostri cuori!

Aproveito para deixar um agradecimento a todos pelos 100 gostos na página de Facebook. Para quem ainda não a conheça, deixo aqui o link para a mesma: http://www.facebook.com/CalcioTattico

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

AC Milan: a crise do gigante


Três derrotas consecutivas é o cenário que apresenta o pior Milan das últimas décadas. A squadra rossonera já não ganha desde o dia 3 de Outubro, quando derrotou o milionário Zenit por 2-3. 

A turma de Massimiliano Allegri tem-se mostrado inócua perante os seus adversários, apesar de contar com jogadores de extrema qualidade no seu plantel. No último jogo, os italianos apresentaram-se no La Rosaleda com um 4-3-3 e com o seguinte 11 inicial: 

Amelia; Bonera, Mexès, Acerbi, De Sciglio; Montolivo, Ambrosini, Constant; Emanuelson, Pazzini e El Shaarawy.

Uma defesa bem-composta, apesar da entrada de Francesco Acerbi para a titularidade em detrimento de Antonini, um meio-campo dotado de uma grande experiência e irreverência e um ataque soberbo com dois extremos seteados ao ataque e o sempre perigoso Pazzini como homem mais avançado no terreno.

Na antevisão a este jogo, Ambrosini frisou de que se tratava de "um momento duro" e de que um recomeço era indispensável. Ideias novas, fantasia, imaginação e rigor tático precisam-se na equipa. A última vez que os rossoneri passaram por algo parecido foi na época de 1981/1982 onde apenas conquistaram 6 pontos nas oito primeiras jornadas da Serie A. Esse mau início levou ao despedimento do treinador na altura (Gigi Radice). Ora, em 2012/2013, completas as mesmas oito jornadas, o Milan leva agora 7 pontos, os mesmos que o Pescara, o primeiro clube em zona de descida.

A lástima em que se encontra este clube é uma incógnita para cada adepto do futebol. Terá sido devido à perda de Thiago Silva e Ibrahimovic, que eram dois elementos-chave, para o Paris Saint Germain? Será algum factor que não seja conhecido no exterior? Será preciso alijar o balneário? A carestia de alguns atletas do plantel terá de ser rebaixada, pois jogadores descontentes com a forma em que o clube se encontra, é sempre pior do que ganhar algum dinheiro com a sua venda. Já em Janeiro, poderemos ver algumas saídas do clube, caso nada melhore até ao início do mercado de Inverno. 

Indignados estão os adeptos, que demonstram o seu desagrado e tentam ao mesmo tempo perceber a fundura vernácula deste mau momento do clube. Apesar da preocupação dos homens fortes dos rossoneros, ainda não foram tomadas as medidas drásticas necessárias, o que demonstra uma frieza bárbara dos mesmos. Todos os rancores contra os dirigentes e presidente não serão escondidos e têm de ser esses mesmos rancores guardados pelos adeptos, que têm dar o clic para a racionalidade de toda equipa técnica, plantel e, principalmente, de Adriano Galliani.

A tristeza que se acumula no coração de um adepto do bom futebol por ver esta curta distância a que se encontram os italianos do precipício é enorme. Aquele paradigma de um Milan que luta pelo título e de um Milan que causa sempre calafrios a outros grandes nomes do futebol europeu não será cumprido este ano, pelo menos nesta primeira metade da época.

Será que o orgulho ferido irá ajudar os rossoneros a tomarem um novo rumo esta época?